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ABII participa do III Encontro da Indústria, em Chapecó-SC


Você sabe o que é a cultura 4.0? Naturalmente a resposta pode ser não conclusiva. Quem acompanhou as palestras do III Encontro da Indústria, promovido pela Sancon e Senior Sistemas, com apoio do SENAI Chapecó no dia 28 de maio, última terça-feira, viu que não se trata penas de aplicar tecnologias isoladas nos seus processos de gestão. Muito além disso, é mudança de mindset. Já ouvimos muito falar da Indústria 4.0 e surgem novas iniciativas, pesquisas, startups e projetos fomentadores a cada dia no Brasil, mas precisamos avançar muito para não perder protagonismo no mercado global e mesmo dentro de casa.

Leonardo Copatti, Coordenador Comercial da Sancon, abriu o evento cumprimentando o público e apresentando a Sancon - Tecnologias para o Futuro, nova marca da Senior do Contestado lançada em fevereiro deste ano em um movimento de reposicionamento de mercado. A empresa, que tem sede em Joaçaba e filial em Chapecó, atua há quase 24 anos como canal de distribuição da Senior Sistemas, uma das maiores desenvolvedoras de software do Brasil.

Leonardo salientou que o setor industrial tem um papel muito importante no cenário macro de recuperação da economia nacional. Com isso, cabe aos gestores e profissionais o desafio de promover a inovação e a melhoria contínua dos processos. “Nós da Sancon promovemos eventos como este, com parceiros engajados, para possibilitar troca de experiências que possam agregar valor e transformar positivamente o dia a dia das indústrias, empresas e organizações”.

Para a realização deste III Encontro da Indústria, a Sancon teve parceria importante do SENAI Chapecó.

Além de sediar o evento, o SENAI foi representado pelo primeiro palestrante da noite, Líder da equipe técnica do Instituto Senai de Inovação em Sistemas Embarcados, Renan Bonnard.

ECOSSISTEMA DE INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA

Renan deu foco às práticas de fomento à inovação na indústria estabelecidas pelo Instituto Senai com parcerias entre instituições privadas e públicas, nacionais e internacionais, onde a Pesquisa e Desenvolvimento se materializa em benefício econômico para investimentos públicos e na formação de novos negócios.

O palestrante relatou a linha de pesquisa para um Sistema Inteligente de Monitoramento de Barragens. Problema: Medições manuais e não confiáveis. No formato atual, há riscos de não se identificar problemas iminentes a tempo. Houve casos em que demorou 3 meses entre a anotação dos dados pelo técnico e a análise do engenheiro. Solução: O Sistema está sendo desenvolvido com a utilização de várias tecnologias da Indústria 4.0, principalmente Internet das Coisas (IOT) e BigData, para a medição de detritos, suporte, pressão, entre outros. Esses dados são enviados automaticamente para um Robô que faz a desobstrução imediata.

Este é apenas um entre outros vários projetos que estão sendo desenvolvidos aqui em Santa Catarina, no Instituto Senai de Inovação em Sistemas Embarcados, como a linha de pesquisa de robótica avançada e a linha de pesquisa aeroespacial (Projeto de Nanosatélites 6U), também explorados pelo palestrante.

O CASO DA GESTÃO DA PRODUÇÃO EM NUVEM EM UMA INDÚSTRIA DE PLÁSTICO

A segunda palestra da noite trouxe Gerson Lagemann representando a ABII - Associação Brasileira de Internet Industrial. Gerson é Presidente da Fundação Instituto Tecnológico de Joinville, com um vasto currículo na área de Gestão da Inovação.

Enfatizou a questão da “cultura 4.0”, desmistificando o uso indiscriminado do termo 4.0 desde o seu surgimento em meados de 2012 na feira de Hanover na Alemanha. Esse movimento de transformação está acontecendo lentamente, justamente por envolver questões humanas mais do que meros processos de automatização.

Segundo o palestrante, a implementação da Indústria 4.0 passa por 4 etapas: Computação (1), Conectividade (2), Visibilidadade (3), Transparência (4), Capacidade Produtiva (5), Adaptabilidade (6).

O Caso: A empresa de manufatura do segmento de plástico, precisava solucionar seu problema de capacidade de demanda, que até então era resolvido com a terceirização, o que gerava uma série de novos problemas. Um plano de ação com a implementação de tecnologias de IOT, Analytics, IT-Security e Computação na Nuvem possibilitou a geração de dados para controle da produção, a virtualização da fábrica, acesso aos dados de qualquer lugar e dispositivo, integração com ERP via webservices, relatórios mensais de produtividade em menos de 5 segundos. Resultados: Eliminação da terceirização;

Redução de 50% na sucata; Meta de 95% de ritmo de produção atingida; Disponibilidade acima de 98%; Eliminação de apontamento em papel, entre outros

Gerson destacou que a mobilização das equipes para a mudança dos processos e engajamento na cultura de inovação foi um dos fatores fundamentais no sucesso deste projeto.

Sobre a participação no evento, Gerson afirmou que “Eventos iguais a este vêm contribuir para a disseminação da atual realidade da indústria 4.0 no Brasil, enaltecendo os benefícios e desmistificando eventuais contrariedades. Parabéns a Sancon, a Senior e ao Senai que promoveram o encontro, trazendo mais luz sobre a realidade das ações que vão conduzir as nossas empresas ao patamar da Indústria 4.0.”

OS DESAFIOS, PERSPECTIVAS E OPORTUNIDADES DA INDÚSTRIA 4.0 NO BRASIL

Na última palestra da noite, Euripedes Fernandes, especialista de ERP da Senior Sistemas, expôs que as novas tecnologias surgem em um contexto de crescimento populacional e de Renda Per Capita elevadíssimos em poucos anos. Não se trata, portanto, de modismo ou especulação mercadológica, mas de necessidade. Trouxe também dados importantes das últimas pesquisas da CNI e ABDI, onde prevê que:

. Até 2027, 22% das operações industriais estarão inseridas na i4.0.

. 46% de previsão de alta no uso de manufatura aditiva nas indústrias nos próximos 3 anos.

. Um dado preocupante e que revela que há muito a se fazer é que o Brasil ocupa a 69º posição no índice global de inovação, atrás de Uruguai, Kuwait, Mongólia e Moldávia.

Enfatizou, assim como os outros palestrantes, os aspectos humanos da transformação digital na indústria. Onde as abordagens e caminhos perpassam por escolhas que envolvem muito mais que tecnologias, mas a capacitação do capital humano. Novamente, a cultura é fator preponderante para qualquer mudança.

Sobre o evento, Eurípedes destaque que “é preciso gerar um censo de urgência e preocupação com relação à transformação digital na indústria da nossa região. Mostrar que existem vários parceiros que podem apoiar nesse processo, como a Sancon, junto com a Senior, a ABII e o Senai. Foi muito positivo participar deste evento em Chapecó, onde deu pra perceber que as pessoas estão engajadas e interessadas em buscar mais conhecimento, mais networking. Espero participar de mais eventos como este aqui, com palestras bem diretas e muita troca de experiências”, encerra.

Para quem teve a oportunidade de participar deste III Encontro da Indústria, fica a constatação de que “a indústria 4.0 é mais do que apenas um slogan chamativo. Uma confluência de tendências e tecnologias promete remodelar a maneira como as coisas são feitas.” (Cornelius Baur e Dominik Wee, McKinsey & Company).

Texto: SANCON


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