• Genara Rigotti

Como foi o painel sobre tecnologias do ABII Live Talks

Atualizado: Jul 27


Com mais de 600 visualizações nas plataformas da entidade ao logo do dia do evento, o painel sobre "Tecnologias para geração de valor pós-pandemia" do ABII Live Talks reuniu quatro empresas associadas: Instituto SENAI de Inovação em Sistemas de Manufatura e Processamento a Laser, Nidec Global Appliance, Macnica DHW e Omron Brasil. Não faltaram explicações sobre os diferentes tipo de tecnologias habilitadoras da indústria 4.0 e como elas já estão sendo usada e vão contribuir de forma decisiva na retomada econômica.


A série de eventos online da ABII continua na próxima semana com a discussão focada em pessoas (1º de julho), das 10 às 11h30, ao vivo pelo YouTube da ABII ou no Linkedin da ABII. Se você perdeu as transmissões ao vivo do painel de tecnologias (realizado em 24 de junho) e também do painel de novos modelos de negócio (realizado em 17 de junho) e do painel de abertura (realizado em 10 de junho), ainda pode assistir ao conteúdo em nossas plataformas.

Assista ao painel completo de tecnologias aqui:


::: Clique aqui e veja como foi o painel de abertura do ABII Live Talks

::: Clique aqui e veja como foi o painel sobre novos modelos de negócio


Confira algumas reflexões dos convidados:

Henrique Rodrigues Oliveira

Pesquisador na área de Manufatura Aditiva no Instituto SENAI de Inovação em Sistemas de Manufatura e Processamento a Laser


"Manufatura aditiva é um conjunto de tecnologias que adiciona materiais e, camada a camada, forma uma geometria. Eu me deparei com a manufatura aditiva ainda trabalhando na parte de prototipagem rápida lá em 2013. Impressão 3D é o nome mais comum para a manufatura aditiva."


"Pensando na realidade brasileira temos tido avanços muito interessantes na manufatura aditiva e isso veio para ficar. Já é uma realidade que vai ser acelerada e potencializada agora, com a pandemia. A pandemia acelerou todos os processos de digitalização. A gente conseguiu projetar uma peça na Itália, por exemplo, e fabricar ela no mundo todo, para garantir uma válvula de respirador. Em vez da válvula poderiam ser outros equipamentos da indústria. Ainda serão outros equipamentos da indústria."


"Em tempos de pandemia é importante manter a 'cabeça aberta, a espinha ereta e o coração tranquilo' para enxergarmos as oportunidades."


Luiz Gustavo de Oliveira

Head de Tecnologia e Analytics na Nidec Global Appliance


"Analítica avançada é o conjunto do que a gente pode fazer com o apoio da máquina onde o ser humano não consegue chegar. O ser humano tem uma capacidade cognitiva limitada e a máquina pode ajudar muito na hora da tomada de decisões. É a automação cognitiva. Pra isso, é preciso informação robusta, um bom processo na captura de dados e uma boa qualidade dos dados."


"A interação ficou mais importante ainda. E no pós-pandemia as companhias precisarão tratar o dado como um ativo. Olhar os processos e captar mais valor deste dado que a empresa gera. Começamos uma jornada para resolver esta dor: como tratar as regras de negócio de uma forma mais transparente para a organização para que as áreas consigam entender melhor o que está na caixa preta da tecnologia. Estamos desenvolvendo uma plataforma para deixar mais evidente as regras que estão na caixa preta. Assim teremos uma gestão mais clara dos dados. Engenharia de dados, ciência de dados, inteligência artificial, Deep Learning, são viabilizados com processos robustos, uma gestão transparente que dê visibilidade para as áreas interagirem com a tecnologia e construindo junto a cultura de dados e ativos dentro da organização."


Neimar Duarte

Engenheiro eletrônico, especialista em FPGA INTEL da Macnica DHW


"Na internet tradicional você tem a conexão de várias máquinas e sistemas usando wifi, internet cabeada, fibra óptica. Você conecta equipamentos que são usados por pessoas. Na internet das coisas você tem máquinas falando diretamente com máquinas, usando os mais diferentes meios de conexão. O futuro terá mais máquinas conectadas do que pessoas."


"Não existe nuvem. É só o computador de outra pessoa. A nuvem nada mais é que alugar um computador (ou alguns) que alguém instalou num lugar remoto e usar parte da capacidade de processamento daquele computador. Fazer computação em casa, exigiria um grande investimento. Na nuvem, você paga um valor mensal, mas estes custos são do prestador de serviço. A tendência é passar boa parte da computação para a nuvem. Existe muita polêmica sobre o assunto e a primeira delas é: 'você nunca sabe o anjinho que está por trás da nuvem, olhando as coisas'."


"A pandemia não teve tempo de criar nada novo, mas ela forçou o amadurecimento, o uso de tecnologias ou que as pessoas tinham resistência ou medo de usar. Vai desde o campo da medicina até a tecnologia."


Renan Souza

Especialista de Produto na Omron Brasil


"Quando se fala em robôs vem muito a alusão aos humanoides. Mas para indústria a gente tem o braço robótico que é uma das vertentes. E hoje o que se vê muito são os robôs colaborativos e também os robôs móveis autônomos. O primeiro robô é dos anos 50. O boom foi no final dos anos 60, início dos 70. Os robôs industriais ofereciam um grande riscos ao ser humano, por isso era preciso um sistema de proteção adequado. Mas com o passar do tempo foram surgindo os robôs colaborativos, que são mais seguros. O que é interessante é a possibilidade de um robô e um ser humano trabalharem juntos na mesma operação. O robô colaborativo se adapta muito bem a este novo modelo de manufatura, que eu preciso ter cada vez mais, flexibilidade."

"Surgiram várias soluções inovadoras para a pandemia usando a robótica como tecnologia básica. Uma das soluções é uma conexão de um robô móvel com um sistema de iluminação que mata o vírus do Covid, para desinfecção de ambientes. E aí pode ser usado em ambientes hospitalares, escritórios, fábricas."


"A pandemia acelerou o futuro da automação. Eu acredito que neste novo cenário haverá uma mudança, também em função do ser humano."


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Sobre a ABII


A Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII), fundada em agosto de 2016, atua com o objetivo de promover o crescimento e o fortalecimento da indústria 4.0 e da IIoT (Industrial Internet of Things) no Brasil. Fomenta o debate entre setores privado, público e acadêmico, a colaboração e o intercâmbio tecnológico e de negócios com associações, empresas e instituições internacionais, a partir do desenvolvimento de tecnologias e inovação. A entidade tem 47 empresas associadas. A ABII é signatária do Acordo de Cooperação com o IIC (Industrial Internet Consortium), consórcio criado em 2014, nos Estados Unidos, com o mesmo fim, pela IBM, GE e Intel. Buscando inserir o Brasil nesta revolução, Pollux, FIESC/CIESC e Embraco uniram-se para fundar a ABII.


Mais informações: comunicacao@abii.com.br contato@abii.com.br


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