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  • Genara Rigotti

Entenda quais serão os desafios impostos pelo 5G no Brasil


Cada vez mais próxima de sua chegada, a rede 5G promete revolucionar a forma com que as pessoas interagem com a internet móvel no Brasil.


A tecnologia que promete fornecer velocidades de conexão incrivelmente mais rápidas e com menor latência é a grande aposta das indústrias, que pretendem fazer parte dessa nova era da indústria 4.0.


Novos desafios também prometem fazer parte do cotidiano dos usuários, em especial o gerenciamento dessa nova tecnologia. Nesse post, você entenderá quais são os maiores desafios a serem enfrentados pela indústria moderna.


Os maiores desafios do 5G


O processo de adequação ao 5G não será tão simples e os especialistas possuem bons motivos para estarem preocupados com a implantação da tecnologia. Abaixo você confere quais serão os maiores desafios do 5G no Brasil:


As maiores ameaças


Um dos maiores dilemas a serem resolvidos pelos especialistas será sem dúvida a segurança da conexão 5G.


A tecnologia será base de grandes projetos, que exigem uma grande conectividade e rápido processamento de dados. Entre os quais se destaca a implantação da IoT (Internet das Coisas) em larga escala.


O 5G permite que a internet das coisas opere em nível metropolitano, conceito conhecido por “cidade inteligente”, em que a IoT compõe grandes sistemas da cidade, como o controle do trânsito e a distribuição de recursos (energéticos e hídricos).


Sendo o 5G a base dessa grande cadeia de operações, pense nas consequências de um ataque cibernético nesse cenário interconectado. Sem dúvida seria catastrófico.


Da obstrução no compartilhamento de recursos à interferência no controle do trânsito, qualquer que seja a interferência, o dano seria inimaginável.


Por que elas acontecem?


A rede 5G cria grandes infraestruturas compartilhadas, o que a diferencia das redes 3G e 4G, que operam de forma isolada. Isso se dá pelo fato de o 5G ser o único capaz de sustentar uma grande rede de operações.


Havendo uma cadeia de dispositivos e servidores sendo sustentada pela conectividade do 5G, as brechas para acesso ao sistema se tornam maiores e isso pode comprometer toda a infraestrutura.


Na era do 3G e do 4G, as redes móveis operavam de forma isolada, então qualquer falha existente não comprometia toda a rede. Portanto o dano seria minimizado.


Hoje os protocolos avançados de segurança devem compor diretamente a rede 5G. Esse tema ainda será pauta do debate dos especialistas por um bom tempo.


Responsabilidade sobre a proteção


A responsabilidade sobre a proteção do 5G será compartilhada, sendo uma função dos órgãos fiscalizadores, liderados pelo MCTI - Ministério da Ciência Tecnologia e Inovações, empresas usuárias e, é claro, os fornecedores.


A comissão liderada pelo MCTI deverá estipular os parâmetros de segurança (que irão operar em acordo com a LGPD - Lei Geral de Proteção de Dados), assim como nomear o órgão responsável pela fiscalização.


Caberá aos fornecedores acompanhar o funcionamento da rede nas empresas, obedecendo todas as leis preestabelecidas e oferecendo suporte para a manutenção da segurança da rede.


As empresas usuárias deverão estar cientes dos riscos de sua nova infraestrutura e por isso tomar medidas extras que visam trazer uma proteção a mais sobre os seus dados.


Implementar soluções extras, como contar com a edge computing (computação de borda) em seus dispositivos IoT pode ser uma solução complementar que traz mais segurança ao tráfego de dados.


Como se proteger?


Obviamente, a própria empresa fornecedora fará um monitoramento constante de segurança. Porém, importantes medidas podem ser tomadas pelas indústrias para que possam contar com uma segurança a mais em seus bancos de dados.


A indústria 4.0 em seu pleno estado de implantação está preparada para atender as demandas da internet 5G. As novas tecnologias em ascensão podem colaborar com essa missão. Destacam-se:

  • Computação de borda: Onde os dispositivos poderão realizar um processamento de dados de uma forma centralizada, no próprio dispositivo. Contando com protocolos extras de segurança.

  • Nuvem híbrida: Contando com o acesso à nuvem privada e pública e realizando um monitoramento contínuo do armazenamento de dados, a segurança sobre as informações será fortalecida ainda mais.

Essas medidas visam implantar um controle a mais sobre os dados e devem ser levadas em consideração pelas empresas que planejam se adequar aos novos conceitos tecnológicos da transformação digital.


O que os estudos dizem


Finalizando a análise dos maiores desafios do 5G, a ABII recomenda a leitura do estudo 5G Standalone Core Security Assessment, realizado pela Positive Technologies.


O estudo leva em consideração uma visão em 360º do cenário de adequação da rede e ressalta que o período de implantação é sem dúvida o de mais risco e cita os protocolos HTTP/2 e PFCP como potenciais alvos de ataques cibernéticos.


Assim como toda tecnologia oferece seus riscos, não seria diferente com o 5G. Caberá à sociedade vencer esses desafios e prosperar na utilização de uma nova rede, que poderá atender às novas necessidades da transformação digital.


O futuro é agora


Aqueles que estão se preparando desde já para a chegada do 5G, certamente passarão por esse processo de forma tranquila e sem dúvida irão desfrutar dos benefícios da tecnologia.


Muito além da internet das coisas, a ABII está focada em todo o processo de transformação digital da indústria 4.0, por isso seguirá trazendo conteúdo de valor para que você possa estar sempre por dentro dessa revolução tecnológica.


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Sobre a ABII


A Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII), fundada em agosto de 2016, atua com o objetivo de promover o crescimento e o fortalecimento da indústria 4.0 e da IIoT (Industrial Internet of Things) no Brasil. Fomenta o debate entre setores privado, público e acadêmico, a colaboração e o intercâmbio tecnológico e de negócios com associações, empresas e instituições internacionais, a partir do desenvolvimento de tecnologias e inovação. A ABII é signatária do Acordo de Cooperação com o IIC (Industrial Internet Consortium), consórcio criado em 2014, nos Estados Unidos, com o mesmo fim, pela IBM, GE e Intel. Buscando inserir o Brasil nesta revolução, Pollux, Fiesc/Ciesc e Nidec GA (empresa detentora da marca Embraco) uniram-se para fundar a ABII.

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